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O Campus da UFC em Russas e a realidade das nossas oportunidades

Postado em 25/04/2012
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Mossoró seria o mesmo município sem as universidades que por lá existem? Creio que não. Claro, lá também tem petróleo, o que revolveu a economia da região. Mas a instituição universitária ampliou e muito as oportunidades e os eventos, as realizações, a discussão de todo tipo de temas, enfim, a convivência mais plural e  mais fértil em torno das necessidades daquela sociedade.

 

Em Russas, o campus da UFC, que a maioria de nós ainda não consegue mensurar a importância real, é um empreendimento do governo federal e estará ligado à rede de universidades federais do Brasil inteiro, sem falar nas possibilidades de intercâmbio com o exterior, como hoje ocorre de modo interessante através de um programa do governo federal, o Ciência sem Fronteiras, que se auto-define nas seguintes palavras:

 

“Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

 

O projeto prevê a utilização de até 75 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior." (Ciência sem Fronteiras)

 

É possível que esse número de bolsas seja aumentado, o que abre mais oportunidades. No momento, mais 12 mil bolsistas do Ciência sem fronteiras poderão estudar e fazer estágio no Canadá, conforme notícia no Blog do Planalto.

 

Em notícia anterior, de 23 de abril de 2012, o Blog do Planalto anunciou que “Ciência sem Fronteiras vai selecionar mais 16 mil estudantes até o fim do ano”. No início da notícia, lê-se:

 

“O programa Ciência sem Fronteiras vai selecionar, até o fim deste ano, 16.300 alunos que irão aprimorar os estudos em universidades fora do país", anunciou hoje (23) a presidenta Dilma Rousseff, no programa de rádio Café com a Presidenta. Segundo ela, o programa é um dos programas mais importante do seu governo e a meta é levar 101 mil estudantes para estudar no exterior até 2014.

 

“Esse é um dos programas mais importante do meu governo. O Brasil, com o Ciência sem Fronteiras, vai levar os melhores estudantes para estudar nas melhores universidades do mundo. Eles vão ter contato com o que há de mais avançado em ciência e tecnologia. Quando esses estudantes voltarem, eles vão trazer conhecimento para aplicar aqui no Brasil e vão ajudar a nossa indústria, o governo a fazer tecnologias novas e a provocar processos de inovação dentro das empresas”, disse.” (Blog do Planalto).

 

Pela notícia, vê-se que o número estimado é já de 101 mil bolsas até 2014, havendo da presidenta Dilma Rousseff ainda ter conseguido um intercâmbio com o Instituto Tecnológico de Masschusetts (MIT), um dos centros de ensino superior líder em qualidade no mundo.

 

O nosso campus da UFC representará essa imensa possibilidade de intercâmbio, além de cumprir no município e na região um papel de reciclagem constante de diferentes profissionais, desde a área de educação à agricultura, desde empreendedores privados ao que se possa imaginar, pois uma universidade é, em essência, um infinito momento de aprendizagem sobre os mais diversos temas.

 

Diante dessas novidades que se avizinham não podemos pensar miúdo, e precisamos olhar melhor os tipos de gestores e de legisladores que queremos e precisamos, pois nosso município não é mais um vila simplória de um tempo perdido. Nosso futuro prefeito e nossos futuros vereadores têm de estar dentro de padrões mais interessantes e mais sintonizados com esse novo momento que, a partir de 2013, vivenciaremos. Todas as ações do poder público municipal em Russas precisam estar em acordo com o ritmo dessas mudanças e para tanto os homens e mulheres públicos desta terra, os que escolheremos em outubro, assim como os escalões inferiores, todos precisam de algo mais que um sorriso fácil e um tapinha nas nossas costas. É chegada a época da urgência de uma vida política tanto profissional quanto sensível à vida dos russanos e às suas conquistas.

 

Não basta reunir uns três ou quatro e fazer foto inaugurando orelhão, pois qualquer demente é capaz disso. A atitude é que precisa mudar e o povo já sinalizou e sinaliza essa exigência.

 

Não se concebe um município que se expande em possibilidades e problemas pensado e governado por indivíduos que sequer são capazes de manter a coerência de uma fala por quinze minutos numa entrevista! Sobretudo não se concebe um município como o nosso governado por grupos que lutam pelos próprios interesses e fazem das oportunidades do poder executivo e do poder legislativo suas oportunidades pessoais de crescimento econômico e poder político de domínio sobre comunidades, verbas e projetos.

 

O governo federal abre os espaços, abre as oportunidades, mas nós precisamos oferecer a contrapartida, que é potencializar o município de maturidade político-administrativa. Caso contrário retardaremos a solução dos problemas e os avanços sociais que tanto desejamos.

 

Concluindo com a questão do campus da UFC, lembro que o cientista brasileiro mais renomado no momento, Miguel Nicolelis, afirma o seguinte:

 

“A renúncia a um investimento maciço de formação de um corpo de cientistas e de atuação em diferentes áreas – tecnologia de informação, microengenharia, biomedicina, nanotecnologia, engenharia biomédica… – é uma renúncia à soberania do País.” (O Estadão Online)

 

Não é à toa que Miguel Nicolelis vê como muito interessante os incentivos do governo de Dilma Rousseff na formação aperfeiçoada de brasileiros no exterior. Ele inclusive vai compor com outros notáveis o grupo de elaboração do programa de governo do pré-candidato à prefeitura de São Paulo-SP, o Fernando Haddad, ex-ministro da Educação.

 

Nicolelis, Haddad, Dilma, Lula e todos os que estão em linha com esse pensamento compreendem que a soberania de um lugar (um país ou um município) se faz com qualidade no conhecimento, na capacitação dos cidadãos quanto à formação educacional e na exigência de atuação política correspondente por parte dos que gerenciam a coisa pública.

 

Enviado por Jorge Almeida
Fonte: O Araibu

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